Turbilhões mil
Varrem as planícies de minha alma.
Estou solta, largada
Perdida no redemoinho da vida.
Estico os braços
Tento me agarrar, mas,
A solidão me presenteia
Com o vazio de expectativas.
O hálito da incerteza
Não me deixa esquecer o medo.
Sonho peçonhento
Que macula o sono
Despertando a fera
Condenando a bela.
Onde deixei os sonhos que me fizeram acordar?
Como pude me perder no mundo onde tudo se encontra?
Para onde vou?
Meus passos não marcam mais o chão.
Caminho, caminho...E ainda estou aqui.


Alda Andréia