Uma taça de vinho
Rubor suave que me acompanha.
Acalento sutil e silencioso.
Penetra lentamente
Anestesiando, enganando.
Amigo fiel, não se nega
E de sua essência bebo, me embebedo.
A dor nos uni mais que a volúpia do desejo,
Febre dos amantes.
Seu gosto disfarça o ardor do beijo não vivido,
Do toque sepulcro na vontade
Dos amantes congelados pelo tempo.
Amigo, amante
Em seu sabor sinto-me viva,
Mulher, amante, à espera.



Alda Andréia